

Concebido como um espaço fluido, o apartamento pode funcionar como um open space integral ou, por meio de painéis deslizantes, configurar até dois dormitórios. Essa versatilidade permite adaptações constantes, tornando a arquitetura dinâmica e adequada às transformações do cotidiano.
A marcenaria em madeira clara estrutura o apartamento como um plano contínuo, onde portas, painéis e armários se fundem de maneira quase imperceptível. A ausência de puxadores mantém o armazenamento oculto, garantindo ampla capacidade funcional e preservando a leveza visual e a clareza formal do espaço.



As peças vintage, todas integralmente restauradas, representam momentos essenciais do design do século XX e conferem ao projeto densidade histórica e identidade cultural.
Na área de jantar, a mesa desenhada por Giotto Stoppino nos anos 70 assume presença escultórica. Em torno dela, as cadeiras DCM (Dining Chair Metal) de Charles & Ray Eames, produzidas pela Vitra, reforçam a força do modernismo internacional. Ao lado desse conjunto, uma pintura geométrica de povos originários brasileiros acrescenta intensidade gráfica ao ambiente.

Na sala de estar, o sofá alemão dos anos 60 estabelece uma base confortável e sólida, acompanhado pelo apoio de televisão italiano dos anos 80. A Rocking Chair de Verner Panton acrescenta fluidez e expressão orgânica e, ao seu lado, o banco Mocho, de Sergio Rodrigues, equilibra o conjunto com presença material marcante.
As luminárias de teto assinadas por Tom Dixon introduzem um gesto contemporâneo e escultórico.
Na cozinha, duas obras numeradas e autenticadas, uma de Le Corbusier e outra de Oscar Niemeyer, ampliam a dimensão cultural do espaço. Um tapete típico português reforça a conexão com o contexto lisboeta.



Na área da secretária, obras de Paul Klee e Jean-Michel Basquiat introduzem tensão cromática e expressiva. O tapete de vaca acrescenta textura natural, enquanto a poltrona dos anos 1950 de Peter Hvidt consolida a coerência formal do conjunto.
O hall de entrada reúne um aparador dinamarquês dos anos 60, banco de Edmund Homa, da década de 1970, espelho em madeira mogno e um Kilim do Paquistão, compondo um ambiente que equilibra design e artesanato.








A relação com o exterior também orienta o projeto. As janelas se abrem para a copa de uma árvore, trazendo presença constante do verde. A vegetação no interior prolonga essa atmosfera natural, reforçando a continuidade entre paisagem e arquitetura.
Na suíte, a cama HEDWIG estabelece uma base contemporânea, acompanhada pelas mesas de cabeceira da Sierra Móveis, enquanto a luminária Tiffany cria uma atmosfera mais intimista.


O LX Apartamento sintetiza integração espacial, armazenamento invisível e valorização do design histórico e da arte, configurando uma arquitetura que organiza o cotidiano e constrói identidade por meio da escolha consciente de cada elemento.

