O Apartamento Praça é uma unidade de 38 metros quadrados localizada em uma área privilegiada no centro de São Paulo. Concebido para um jovem em seu primeiro apartamento, o projeto parte da ideia de autonomia, identidade e construção de um espaço próprio no contexto urbano central.


A proposta organiza o programa em dois ambientes claramente definidos, com área social integrada e dormitório independente, garantindo privacidade sem comprometer a fluidez espacial. A separação entre os setores reforça a sensação de ordem e proporção dentro da metragem compacta.
A cozinha linear concentra funções ao longo de uma única parede, associada a marcenaria superior contínua que amplia o armazenamento e estabelece unidade visual. A madeira assume protagonismo e contrasta com superfícies neutras, equilibrando calor e sobriedade.



A escolha pelo cimento queimado na cor verde no piso surge como resposta à paisagem predominantemente mineral do entorno, marcada por edifícios de concreto e pouca presença de vegetação. A tonalidade introduz uma referência sutil à natureza e suaviza a atmosfera urbana, enquanto a aplicação contínua do mesmo piso em todo o apartamento, sem juntas ou interrupções visuais, reforça a continuidade espacial e amplia a percepção do ambiente.
A área social privilegia mobiliário de desenho leve e proporções contidas, favorecendo flexibilidade de uso. A escolha do sofá Togo acrescenta caráter e identidade ao espaço, enquanto o banco linear em madeira junto à janela amplia visualmente o ambiente sem gerar peso formal e permite acomodar visitas, além de funcionar como apoio para objetos, livros e revistas.

No dormitório, o armário de grandes portas em madeira organiza o espaço e reforça a continuidade material do projeto. A composição cromática e a iluminação pontual contribuem para uma atmosfera equilibrada, funcional e acolhedora.
As aberturas voltadas para a cidade garantem iluminação natural abundante e enquadram a paisagem vertical do centro paulistano. O apartamento estabelece assim uma relação direta com o entorno urbano e afirma-se como uma leitura contemporânea do primeiro morar, onde materialidade, proporção e racionalidade construtiva definem a qualidade do espaço.


